segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O que é moral? - questões propostas-

1. Considerando a lênda do anel de Giges o que você faria se pudesse se tornar invisível?
2. Como podemos relacionar o texto de Comte-Sponville ao pensamento do filósofo francês Alain que diz: "A moral nunca é para o vizinho".
3. Você concorda que o sujeito moral amadurece em suas responsabilidades pssando da heteronomia para a autonomia?
4. Em que sentido a intersubjetividade é ponto de partida e de chegada para a constituição do sujeito moral?
5. Comente sobre a proposção: "Pela primeira vez, na história da espécie humana, os homens form praticamente colocados ante a tarefa de assumir  responsabilidade solidária pelos efeitos de suas ações em medida planetária. (Karl Otto Apel).
6- O mito grego de Narcíso retrata um personagem que morre enamorado pela própria imagem refletida na água. Narciso não consegue superar o egoismo de seus sentimentos... É possível construir uma moralidade ou eticidade com base num comportamento narcísico? Sim, não... Por quê?

O anel de Giges...

“Como é que alguém pode provar quem é na realidade?
Será que eu mesmo sei quem sou?
Não tenho linguagem para minha realidade!”
(Max Frisch)



O anel de Giges...
No livro A República, Platão relatou uma lênda - o anel de Giges - que dava o poder da invisibilidade a quem possuísse o anel.

Giges era um pastor e estava a serviço do rei da Lídia. Após um abalo sísmico, ele tirou o anel de um cadáver e percebendo-se portador da invisibilidade, entrou no castelo, seduziu a rainha, matou o rei e encheu-se de poder.

...
In: Aranha, Maria Lúcia. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 3 ed. p. 217

Valores Morais




O texto que se segue foi produzido pelo Dr. Gilmar de Oliveira e foi colocado neste blog apenas para apoiar e gestar discussões sobre o assunto entre os alunos de filosofia do 1 ano do EM do Colégio Santo Inácio. Um e-mail foi endereçado ao autor solicitando a devida permissão.
disponível em:

Valores morais na escola: perigoso Veneno! (Maio/2008)


Escrito por Gilmar de Oliveira


Na edição passada, meu artigo versava sobre a permissividade dos pais e a insistência da escola em complicar coisas simples, quando deveria simplificar e levar o aluno a resolver seus problemas analisando a forma mais fácil de fazê-lo.

Aí, alguns dos meus cinco leitores trouxeram-me à lembrança o meu comentário final, "A escola ensina, a família educa". Como se geraram polêmicas (que legal, adoro isso!) e certas dúvidas, é importante refletir sobre o fato:

A escola não tem o direito de ensinar valores morais para a criança: esta é uma tarefa da família!

O papel de uma escola que realmente educa para a vida é de analisar os fatos surgidos nas discussões em sala de aula,quando os conteúdos ministrados, sempre de forma contextualizada com a vida e a realidade façam sentido na vida do aluno (só se aprende aquilo que atribuímos sentido ou valor), onde este aprenda a analisar por si só, para que faça suas escolhas com autonomia, ética e responsabilidade.

Educador dizer o que é certo ou errado anula o sujeito e seu poder de análise, põe em risco a liberdade, destrói a autonomia do estado laico e fere o livre arbítrio. Explicar regras e leis, ensinar o que é respeito, ética e responsabilidade é oportunizar ao aluno a liberdade de se pensar prós e contras de cada ato, optando por aquilo que julga mais sensato, mais coerente, justo consigo e com seu meio.

Dar noções de mundo, de cidadania é papel da escola. Dizer o que é certo ou errado é a família que tem o direito e o dever. A escola pode dizer o que é permitido pela LEI e o que CONTRARIA A LEI, pode e deve analisar as conseqüências dos atos, numa reflexão conjunta; ou seja: uma avaliação das escolhas, dos prós e contras de nossos atos, um despertar crítico, mas sem levar alunos a juízos de valor, ditames de ideologia ou a dependência da opinião de outros, muitas vezes incertas.

Não se pode, na escola, por exemplo, dizer que o que os assassinos da menina Isabella fizeram algo certo ou errado: pode-se informar que matar ou machucar alguém é crime, que isto fere as normas sociais e que a sociedade rejeita com veemência tais atitudes. Dizer que roubar ou matar é errado (ou dizer que é certo) é tarefa da família de origem, é claro, muitas vezes preconceituosa, mas ainda é direito da família.

Se a família é estruturada ensina valores, como justiça, honestidade, sinceridade, respeito e valores morais em geral, fazendo a criança se estruturar socialmente. Ao ir à escola, a criança aprende as conseqüências de praticar atos lícitos ou ilícitos, analisa se respeitar os outros lhe dá o direito de exigir respeito e daí deve ser estimulada a tirar suas conclusões. Se a família é desestruturada e ensina valores que ferem leis e valores socialmente aceitos, é na escola que a criança aprenderá as conseqüências de tais ações e aprende alternativas de conduta, e, por si só, exercer suas escolhas verificando e refletindo sobre sua vida, sua educação familiar e concluindo o que é melhor para si. Se a família não educa de forma adequada, não é a escola que deve assumir o papel dos pais. Mas ao ensinar a pensar com ética, responsabilidade e consciência, evitaremos mais famílias inadequadas em breve.

A escola nas últimas décadas absorveu atitudes assistencialistas, ajudando aos governantes inescrupulosos a manter as desigualdades sociais, promoveu, sem saber a falta de senso crítico e a dependência da maioria da população da "santa" ajuda do governo. Também absorveu funções dos pais, dos dentistas, médicos e psicólogos, num arremedo de ajuda verdadeira que só tira a confiança do aluno e sua capacidade de agir e pensar por si só.

Com isto, muitos valores morais "tortos" e opiniões pessoais de professores passaram a ser ensinadas nas salas de aula, abrindo brechas para que desajustes fossem ensinados pela autoridade na sala, raramente questionadas por alunos que em casa têm pouco ou nenhum diálogo com os pais. A seguir, relato algumas "pérolas" ouvidas de seus professores por meus pacientes;

- "Nordestinos aprenderam a ser preguiçosos, quem trabalha e sustenta aquele povo somos nós, aqui do Sul." (racismo, xenofobia, preconceito e erro de conclusão em poucas palavras)

- "Se você leva um soco injustamente, revide! Pague na mesma moeda" (eu ouvi quando era aluno, há menos de vinte anos, de professor que ainda hoje atua).

- "O catolicismo é a primeira religião do mundo, depois vieram outras seitas. Se é a primeira, é a que é mais certa." (O catolicismo é uma religião relativamente nova; é apenas uma das seitas do cristianismo. Existem muitas outras religiões mais antigas)

Eu mesmo ouvi professores falando que faculdade não ajuda ninguém a melhorar de vida e que o certo é agir no "olho por olho, dente por dente". Por sorte sempre questionei tudo, não ficou em mim nada disso. Ufa!

Quando se acredita que professores devem passar valores morais na escola, corremos o risco de termos mestres com desajustes de comportamento ou idéias distorcidas (e não são poucos que possuem preconceito, rancores, medos) sobre o mundo, passando seus valores pessoais como se fossem verdades da vida aos nossos filhos.

Ao demonstrar uma conduta justa, uma avaliação adequada, critérios e métodos, o professor já fala o necessário de suas convicções e valores. E ajuda com isto. Basta... De resto, é ensinar a pensar e refletir antes de agir.

Pensemos nós sobre o que ensinamos e o que devemos ensinar: ciência e justiça ou "achismo" e parcialidade?

Psicólogo clínico e professor universitário (INESA); especialista em Neuropsicologia e Aprendizagem e Mestre em Educação e Cultura.

Email: gilmardeoliveira@uol.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O clube do imperador...

O filme trata de questões éticas. Numa escola de formação tradicional - St. Benedict's-  um professor de história - William Hundert - , a todo custo, se empenha em moldar o caráter de um jovem e recém-chegado estudante - Sedgewick Bell - para o lado bom no tocante ao respeito à tradição e aos colegas. Porém, numa avaliação final, conclui que falhou em seus esforços, por quê? 

Rousseau teria razão ao afirmar que a sociedade corrompe o homem? 
Hobbes logrou êxito ao afirmar que, por natureza, o homem é o lobo do homem? 
Como ficam as concepções cristãs que afirmam ser o homem a imagem e semelhança de Deus, portanto propenso ao bem, quando uma boa parte da humanidade se empenha no concurso do mal?...
Vejamos o filme e tiremos nossas próprias conclusões.

A amizade...


 A amizade foi o tema do nosso primeiro café filosófico no Colégio Santo Inácio. Foi informal e descontraído, porém, seguindo o percurso dialógico que é essencial num café, um tema e a palavra facultada, com maestria demos conta do recado.

Aristóteles e Sêneca foram os dois filósofos mais retratados com breve explanação de seus pensamentos acerca acerca dessa temática. Houve música e poesia de Vinícius de Morais...

Esperamos no próximo, mantendo o nível ou melhorando mais e mais, contar com a ajuda e participação das dezenas de filósofos e filósofas dessa egrégia academia inaciana.

Um abração a todos...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os valores...



1- O que são valores?
2- De onde vêm os valores?
3- O que significa dizer que a não indiferença é a principal característica do valor?
4- O homem por natureza é bom ou ruim?
(Comente atentando para o pensamento de Rousseau e Hobbes)...
5- Teça comentários sobre o personagm Sedwick Bell do filme o Clube do Imperador...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ninguem nasce feito: É experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos - Paulo Freire

Ninguém nasce feito. Vamos nos fazendo aos poucos, na prática social de que tomamos parte.
Não nasci professor ou marcado para sê-lo, embora minha infância e adolescência tenham estado sempre cheias de "sonhos" em que rara vez me vi encarnando figura que não fosse a de professor.
(... vou continuar)...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Artigos sobre política....

1- Qual a relação entre a criação dos legisladores pelos gregos e democracia?
2- Qual a função do espaço público, do erário público e da lei na democracia?
3- Qual o significado da vida política?
4- Qual a finalidade da política?
5- Qual o fundamento de um governo justo no pensamentos dos sofistas, de Platão e de Aristóteles?
6- Qual a relação entre política e ética na concepção de Aristóteles e Platão?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Artigos de referência para trabalhos

1º- A democracia se constrói mediante a livre participação popular. Na República Federativa do Brasil esse processo, participativo e democrático, tem uma culminância no período das eleições que ocorrem a cada quatro anos.
a- Escolha um presidenciável e aponte como uma proposta viável para a presidência do Brasil;
b- atualize sua enquete sobre os presidenciáveis;
c- siga os blogs de seus colegas de sala;
d- atualize seu perfil...

2º- A cultura identifica a forma, o jeito de ser característico de um povo... pode ter um aspecto negativo quando atrelada à natureza e fechada às mudanças.
a-Determine cultura.
b- faça um artigo relacionando cultura e lei natural.
c- faça um artigo relacionando cultura e história.

3°- Escolha um tema de atualidades e faça uma crítica contemplando os aspectos culturais.


domingo, 23 de maio de 2010

Ética e moral...


 Ética e moral, apesar de convergirem para os mesmos propósitos, ambas têm, de certa forma, dimensões diferentes. A ética é a parte da filosofia que se volta para o estudo dos princípios do comportamento humano frente a alteridade; A moral está mais voltada para a reprodução dos bons comportamentos sociais a partir da cultura. O indivíduo que pratica um comportamento ético na sociedade, se define por alguns princípios: 
1- É consciente de seus atos; 
2- É livre para agir; 
3- È responsável por isso de forma convicta assume as consequências de seu pensar e agir; 
4- É racional, por isso não age por paixões.

Àgora


O filme aborda a história da filósofa hipatia que viveu em Alexandria entre os anos de 355 e 415 da era cristã. Hipátia, além de filósofa era matemática e astrônoma. Sofreu forte perseguição por parte de Cirilo de Alexandria e acabou sendo morta e esquartejada por defender a liberdade de pensar desvinculada da religião.

domingo, 11 de abril de 2010

Periodos da História da Filosofia



























Sendo a filosofia um pensamento vinculado aos períodos históricos, podemos constatar sete períodos na História do pensamento filosófico, são eles:

Filosofia Antiga => o pensamento era baseado no cosmos, na ordem, por isso esse período ficou conhecido como cosmocetrismo...

Filosofia patrística => nesse período a filosofia expressava o pensamento dos primeiros padres da Igreja e tinha por objetivo defender, pela razão, os fundamentos da fé.

Filosofia medieval => Porque Deus era a referência de todo o pensamento, a filosofia esteve vinculada a teologia.

Filosofia renascentista => foi um período transitório, porem de profunda valorização do homem que foi apontado pelos pensadores da época como "artífice de sua própria história".

Filosofia Moderna => nesse período a filosofia teve por finalidade combater o ceticismo da época. Nessa época, a razão era apresentada como o fundamento de toda verdade.

Filosofia da Ilustração => A razão foi apresentada pelos intelectuais da época como a fonte de progresso, de salvação, de libertação e emancipação humana. Somente a razão poderia iluminar as trevas da ignorância e revelar a luz da verdade.

Filosofia Contemporânea => Nesse período, podemos vivenciar uma exacerbada presença dos valores relativistas, do hedonismo, do individualismo e, por conta do capitalismo reinante, essa época tem sido marcada pelo niilismo ou perda de sentido das referências essênciasi da vida.

domingo, 4 de abril de 2010

Projeto Diversidade Cultural do Colégio Santo Inácio







1. Tema: Diversidade Cultural na Escola
Título: Conhecimento e valorização das diferenças.

2. Objetivo Geral: Conhecer para valorizar e respeitar nossa cultura e as culturas de diferentes regiões do país.

3. Objetivos Específicos:

Pesquisar as diferentes culturas regionais do Brasil.
Conhecer diferentes formas de lidar com a diversidade.


4. Estratégias por segmento:

Ensino Médio => tema nas disciplinas de filsofia e sociologia...
como será trabalhado?

Fazendo a abordagem teórica em sites da internet (MEC, sites afins) e em livros, revistas, jornais e filmes que tratem do tema.

Quais os temas que serão trabalhados nos anos abaixo em sua disciplina?
1º ano: A alteridade como uma finalidade ética
2º ano: A globalização e a diversidade cultural
3º ano: ...

5. Habilidades a serem desenvolvidas: ( quais as que você irá trabalhar?)

1. A percepção da existência como relação intersubjetiva (filosofia)...
2. A intersubjetividade como uma escolha responsável (filosofia)...
3. O que é a globalização
4. A diversidade cultural num mundo globalizado


6. Competências a serem adquiridas: ( quais?)

1. Capacidade para compreender a vida sempre em contexto relacional...
2.Compreensão de que as relações, tendo em vista a finalidade do bem, são escolhas responsáveis;
3.Elaboração de prioridades frente às múltiplas opções do mundo globalizado...
4.Compreensão de que o respeito e preservação da cultura local é essencial para a sobrevivência das raças.


7. Avaliação: ( como será realizada essa avaliação do projeto em sua disciplina e através de que instrumentos?)

Criação de um blog para publicar artigos ligados a diversidade cultural; Enquetes sobre o conhecimento (contato) e as preferências culturais dos alunos; Divulgação de projetos culturais aprovados ou que tramitam no parlamento brasileiro etc.

8. Resultado: ( qual o resultado ou resultados que você esperar alcançar na culminância do projeto?)

Por conta da própria finalidade das disciplinas de filosofia e sociologia, espero que após as pesquisas os alunos tenham pelo menos referências para assumirem uma postura crítica frente a degradação cultural que vivemos por conta da globalização e a sensível-responsabilidade para perceber o outro sempre numa postura dialógica e sem preconceitos.

Ministro da Cultura no Brasil




João Luiz da Silva Ferreira é o atual ministro da Cultura no Brasil. Juca Ferreira, como é mais conhecido, nasceu em Salvado, formou-se em sociologia e atualmente, é político de grande experiência no cenário conjuntural do Brasil.
Juca Ferreira foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES- nos anos da ditadura no Brasil. Foi duas vezes vereador da capital baiana e, no dia 28 de agosto de 2008, sucedeu o cantor Gilberto Gil no cargo de ministro da Cultura.